Quinta-feira, 22 de Junho de 2006

Os professores são culpados?

publicado por serprofessor às 22:56
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Quarta-feira, 21 de Junho de 2006

450???

O Ministério da Educação quer reduzir de 450 para 300 o número de professores com funções sindicais a tempo inteiro, devendo aprovar até ao início do próximo mês legislação nesse sentido, anunciou hoje a tutela.
Fonte: Público.pt

Não entendo como é possível serem tantos e fazerem tão pouco e tão mal. Sugiro que todos estes professores voltem para as escolas a aprendam a realidade dos nossos dias.
Por vezes parece-me que nos sindicatos da educação ainda conhecem menos o que efectivamente se passa nas nossas escolas que a Ministra.

Uma sugestão: nenhum sindicalista deve estar afastado da escola mais de 3 anos.
Nem ninguém nas DREs, nem no Ministério...

publicado por serprofessor às 16:34
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Sábado, 10 de Junho de 2006

Ainda a Matemática

Está já disponível, no site do Ministério da Educação, o Plano de Acção para a Matemática: o plano e o edital.

Dada a sua importância, aqui fica:

PLANO DE ACÇÃO PARA A MATEMÁTICA

1ª ACÇÃO: PROGRAMA MATEMÁTICA: EQUIPAS PARA O SUCESSO
Medida 1: Elaboração de Planos de escola de combate ao insucesso na Matemática.
a) A Escola/Agrupamento, com base numa análise aos resultados dos alunos e de cada turma, propõem a aprovação de um conjunto de medidas que, no seu entender, possibilitarão, a médio e longo prazo (final do ciclo) melhorar os resultados dos alunos.
b) Este plano deverá identificar:
• Ponto de partida – resultados do aproveitamento constatado;
• Situação intermédia – resultados do aproveitamento esperado no final do ano lectivo
• Situação de chegada – resultados do aproveitamento esperado no final do ciclo.
• Estratégias e medidas a adoptar para os objectivos propostos.
• Descrição dos meios humanos a afectar e meios materiais necessários.
c) Aprovado o plano este é presente ao ME que estabelecerá com a escola o procedimentos e medidas de controlo sistemáticos dos resultados.
Escolas com 2º e 3º Ciclos
Conselhos Executivos
Grupos da Matemática
Conselhos Pedagógicos
Supervisores do Gave
A iniciar em 2006-2007
Medida 2: Continuidade pedagógica das equipas de docentes nas escolas, que acompanharão os alunos ao longo de todo o ciclo. Só deste modo se pode dar coerência ao projecto de fixação dos docentes por 3 anos.
Conselhos Executivos
A iniciar em 2006-2007
Medida 3: Desenvolvimento, no âmbito do Plano a apresentar ao ME, de projectos de trabalho conjunto entre os professores de Matemática e de Português.
Departamentos de Matemática.
Departamentos de Português.

Medida 4: Equipamento das Escolas com Laboratórios da Matemática, através de financiamento à aquisição de materiais manipuláveis, meios informáticos, software específico e do apoio à organização destas actividades nas escolas. Este equipamento deve estar incluído nos planos de escola.
Medida 5: Designação, por parte do ME, de um interlocutor privilegiado para acompanhar e estabelecer toda a ligação com cada escola envolvida no Projecto. Este interlocutor será nomeado de entre o conjunto de supervisores do Gave e, depois de colaborar com as escolas na elaboração do plano e com o ME na aprovação dos mesmos, acompanhará as escolas na implementação e monitorização do projecto.
Escolas
Equipa de Supervisores do Gave
A iniciar em 2006-2007


2ª ACÇÃO: PROMOVER A FORMAÇÃO CONTÍNUA EM MATEMÁTICA PARA PROFESSORES DE TODOS OS CICLOS DO ENSINO BÁSICO E DO ENSINO SECUNDÁRIO
Medida 6: Continuação do Programa de Formação Contínua em Matemática para Professores de 1º Ciclo, iniciado no ano lectivo de 2005-06, em articulação com Instituições de Ensino Superior de forma a garantir o acompanhamento dos professores do 1º ciclo.
Escolas Superiores de Educação e Universidades
Escolas de 1º Ciclo
Iniciado em 2005-06. Nova edição no ano lectivo 2006-07

Medida 7: Lançamento de um Programa de Formação Contínua em Matemática para Professores de 2º Ciclo, também em articulação com Instituições de Ensino Superior a nível distrital.
Escolas Superiores de Educação e Universidades
Escolas com 2º Ciclo
A iniciar em 2006-07
Medida 8: Apoio a Programas de Formação Contínua em Matemática para professores do 3º Ciclo e do Secundário.
Universidades
Centros de Formação de Professores
A iniciar em 2006-07

3ª ACÇÃO: NOVAS CONDIÇÕES DE FORMAÇÃO INICIAL DOS PROFESSORES E DE ACESSO À DOCÊNCIA
Medida 9: Revisão das condições de formação inicial e acesso à docência, no sentido de garantir um reforço dos saberes da especialidade da docência nos planos de estudo e suprindo insuficiências que estão diagnosticadas no domínio da Matemática. Através destas orientações passará a ser exigido um número mínimo de créditos ECTS e a realização de um exame de acesso à docência.
Instituições de Ensino Superior com Formação Inicial de Professores
MCTES
A iniciar em 2007-08


4ª ACÇÃO: PROCEDER AO REAJUSTAMENTO E ÀS ESPECIFICAÇÕES PROGRAMÁTICAS PARA A MATEMÁTICA EM TODO O ENSINO BÁSICO
Medida 10: Reajustamento dos Programas de Matemática actualmente em vigor para os três ciclos do ensino básico, adoptando o Currículo Nacional do Ensino Básico como documento de referência.
Especialistas em Matemática e Didáctica da Matemática
Março de 2007.

Medida 11: Definição, para o 1º Ciclo, de tempos mínimos para a leccionação das várias áreas curriculares, garantido um tempo de leccionação da Matemática compatível com o cumprimento dos programas e com a aquisição das competências definidas pelo CNEB.
Ministério da Educação
A iniciar em 2006-07


5ª ACÇÃO: CRIAR UM BANCO DE RECURSOS EDUCATIVOS PARA A MATEMÁTICA
Medida 12: Compilação e divulgação na página do Gave de 1000 items de exame para o exame de 9ª Ano e de sugestões de trabalho, de forma a proporcionar uma maior familiaridade de professores e alunos com o tipo de exercícios proposto.
Gave
Abril de 2007

Medida 13: Disponibilização de um portal de recursos educativos para a Matemática.
Especialistas em Matemática e didáctica da Matemática
Medida 14: Publicação de brochuras de apoio científico e pedagógico para professores para os vários ciclos do Ensino Básico.
Especialistas em Matemática e didáctica da Matemática
Brochuras do 1º Ciclo: Setembro de 2006.
Outros Ciclos: Setembro de 2007.


5ª ACÇÃO: PROCEDER À AVALIAÇÃO DOS MANUAIS ESCOLARES DE MATEMÁTICA PARA O ENSINO BÁSICO
Medida 15: Avaliação por peritos nacionais e internacionais dos manuais escolares de Matemática do 1º ao 9º ano do Ensino Básico.
Equipa de Peritos Nacionais e Internacionais nomeada pelo ME
Dezembro de 2006

publicado por serprofessor às 19:28
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Sexta-feira, 9 de Junho de 2006

Plano de acção para promover o sucesso na Matemática

Parece que o trabalho não foi em vão e que vamos, finalmente, ter algum espaço de manobra para o ensino da Matemática.
No início do ano lectivo fizemos, a nível de escola e depois alargada, uma reflexão bastante aprofundada acerca das dificuldades existentes e demos algumas sugestões para um possível sucesso.
Claro que todos sabemos existem muitos factores exteriores que condicionam a aprendizagem da Matemática, tal como a cultura de "dificuldade" a que todos a associam. É a única disciplina em que é aceite, por parte de muitos encarregados de educação, que os alunos não tenham sucesso. Já muitos de nós ouvimos  "Eu também nunca fui bom a Matemática" e é algo muito difícil de combater.
Aliado a factores como este, existem ainda a falta de empenho da grande maioria dos nossos alunos, o facto de se tratar de uma disciplina onde a continuidade é fundamental, onde os conhecimentos são encadeados.
Há que, de uma vez por todas, combater a sério todos os fantasmas da Matemática. Aparentemente vão-nos ser dados meios de combate, tal como a Ministra prometeu aquando da apresentação dos resultados da reflexão nacional. Está nas nossas mãos fazer uso deles. Não passaremos a ter só génios na disciplina, certamente, mas pode ser que tenhamos menos alunos que odeiam a Matemática porque nunca a tentaram entender.

Para consultar:
Plano de acção para promover o sucesso na Matemática
Reflexão dos docentes do 3º ciclo sobre os resultados do exame de Matemática

Notícias:
Matemática: Ministra apela à adesão para combater insucesso
Sistema de ensino português não põe os alunos a pensar

publicado por serprofessor às 15:12
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Terça-feira, 6 de Junho de 2006

Mudam-se os tempos...

Imagem recebida por mail

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publicado por serprofessor às 17:09
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Carta Aberta à Sr.ª Ministra da Educação

Recebi esta carta por mail e desconheço a sua origem. Pela sua pertinência e actualidade, achei que a deveria colocar aqui.

Esta carta, que será divulgada também na comunicação social, tem como objectivo contribuir para a reflexão acerca da Qualidade da Educação do nosso país.
Neste sentido, e ao invés de contestar ponto por ponto a sua proposta de alteração ao Estatuto da Carreira Docente, os docentes deste país ficam-se pelas suas consequências, o tal efeito prático que a Sr.ª Ministra prefere dissimular num jogo falacioso e perigoso, atirando-nos, pais e professores, uns contra os outros.
Embora tenha surgido como o maior engodo – o de chamar os pais à escola - da história da Educação deste país, na verdade, a avaliação dos Docentes pelos Pais e Encarregados de Educação, representa apenas uma ponta da ponta de um iceberg, uma linha de texto num documento de 54 páginas. Interessa apenas a quem se limita a promover manobras de diversão facilmente identificáveis, parecendo ignorar que nenhum professor sério irá temer se for avaliado de forma séria. É vergonhoso, até para nós que somos portugueses, verificar o calculismo e a facilidade com que a Sr.ª Ministra aborda a questão complexa, como é a de avaliar os desempenhos dos professores, sem o mínimo de profundidade, preferindo, sem olhar a meios, o populismo fácil e barroco.
Recorrendo a meras hipóteses, se o novo estatuto fosse, numa eventualidade pouco inteligente, aprovado, o docente teria um número fechado de vagas para Muito Bons e Excelentes. Assim, perguntamos nós: e se, num acaso, os professores de uma escola excederem o número premeditado de Excelentes? Escolher-se-iam os melhores dos melhores e passar-se-iam os outros para Muito Bom e os que tinham a dita nota para o Bom? Ou, numa outra eventualidade, rasurar-se-iam as notas, de forma a não se levantarem polémicas no seio de uma escola que se quer unida e sempre controlada?
Talvez se vislumbre uma resposta se se conhecerem melhor os dezasseis pontos em que o hipotético docente será avaliado, previsto no artigo 46º do hipotético novo estatuto:

. o professor será avaliado pelos resultados escolares dos alunos.
Explicar-nos-á a Sr.ª Ministra como pode um professor de uma má escola, e em muitas “má” será sempre um doce eufemismo, ter o mesmo nível de qualidade na sua avaliação de um colega seu numa boa escola? Será então que os professores têm as mesmas medidas e oportunidades de uma boa avaliação? Ou, por outro lado, bastará que se avalie positivamente os alunos, independentemente da realidade?

. o professor será avaliado pelas taxas de abandono escolar?
Certamente que no Ministério ainda andam à procura de uma resposta coerente a esta pergunta.
Imaginemos que existe uma comunidade de etnia cigana numa escola ou que em determinada localidade, e não são assim tão poucas, os pais querem retirar os filhos da escola para que trabalhem com eles. Como pode o professor ser penalizado por uma situação como esta onde a responsabilidade não lhe cabe?
Não se deveriam criar medidas coerentes para um mundo real? Neste caso como seria, então? Seriam penalizados todos os docentes daquela escola ou apenas daquela turma? Não será esta uma medida oportunista, em que se acusam os professores da incompetência, de um governo que não cria segundas verdadeiras opções para os jovens que abandonam o ensino ou que simplesmente querem mais?
Não será esta medida economicista, visto que, deste modo, os professores ficam limitados na sua avaliação, o que prejudica seriamente a sua progressão e, naturalmente, os impede de subir de escalão e vir a auferir um melhor salário?

. apreciação do trabalho colaborativo do docente?
O que significa exactamente trabalho colaborativo? E para colaborar com o quê? Ou com quem? Terá a Sr.ª Ministra intenção de instigar ao mau ambiente na sala de professores ou a de tornar menos transparentes algumas avaliações? Haverá aqui uma vontade de tornar ambíguo o que se quer simples e preciso? Talvez, na sua visão, “dividir para reinar” faça um sentido que não cabe nesta profissão!

. apreciação realizada pelos pais e encarregados de educação.
Consegue a Sr.ª Ministra avaliar com a exacta certeza uma pessoa que nunca viu e cuja imagem foi construída apenas por uma criança ou pelos comentários de outras? Serão todos os pais capazes de avaliar os professores através de quase nada? É essa a avaliação que pede aos professores, quando se trata de avaliar os seus alunos? Avaliar com pouco? Mas sempre num nível positivo, de forma a não transtornar os pais? A Sr.ª Ministra quer que nós acreditemos que uma avaliação realizada desta forma irá ser objectiva e transparente? Muito embora cada um dos pontos tenha um peso, que ainda não se conhece, tal questão parece-nos irremediavelmente condenada ao fracasso, pelo menos se observada de um ponto de vista sério e rigoroso.

. avaliação através da observação de aulas?
Quais são os critérios adoptados pela Sr.ª Ministra? Imaginemos que decorre a avaliação de dois docentes distintos em dois locais diversos. Cada um dos quais está a ser medido por um hipotético professor titular. Imaginemos que são duas escolas em meios diferentes. Encontra-se a Sr.ª Ministra capaz de nos assegurar que ambas as avaliações serão correctas ou que, sendo invertidos os lugares, os docentes manteriam a mesma qualificação ou quase? Nestas contas entram factores demasiado subjectivos. Numa mesma escola, o mesmo professor pode obter dois níveis diferentes, se for avaliado, por exemplo, por titulares de distintas sensibilidades. Suponhamos, por outro lado, que a aula corre mal, porque o professor está engripado ou porque os alunos vieram de uma visita de estudo. Será sério avaliar todo um ano escolar com três visitas à sala? Será sério fazer depender a progressão na carreira desta forma?

Os docentes passariam a ser avaliados em dezasseis pontos ou itens de classificação como lhe chama a Sr.ª Ministra. Destes, quinze são perfeitamente subjectivos, e um deles, o que respeita à assiduidade, o único preciso porque se trata de um número, a Sr.ª Ministra trata-o com a ligeireza que parece ser o seu maior dom.

A Sr.ª Ministra não se nega a coarctar aos docentes qualquer esperança, ainda que infeliz, de poderem assegurar o seu desempenho se caírem doentes numa cama.
O professor passa, assim, a ser obrigado a cumprir 97% do seu serviço lectivo, se quiser progredir na carreira. À priori, esta medida parece ser finalmente a resposta aos pedidos dos pais e encarregados de educação dos nossos alunos.
Será assim tão óbvia e tão simples esta leitura? Três por cento de faltas como máximo, representa cinco dias de faltas por ano? Explique-nos, por favor, a Sr.ª Ministra como justifica o facto de não poder estar doente. Fazemos notar que não falamos apenas de nós próprios, aqui também cabe assistência à família. Repare a Sr.ª Ministra que os professores lidam com crianças, cerca de vinte e cinco por cada uma das cinco turma (em média, claro está), e que estas mesmas crianças adoecem e se constipam e nos constipam. E nós sabemos que às vezes mais vale ficar um dia em casa e recuperar a saúde, do que prestar um mau serviço público. Os docentes têm um grande respeito pela sua profissão. Nenhum professor sério falta para ficar a dormir.
Teremos que “contagiar” toda uma escola necessariamente, em nome da graduação profissional, uma vez que só serão devidamente justificadas as doenças em regime ambulatório.
Por outro lado, repare Sr.ª Ministra, pois talvez ainda não o tenha feito, que a grande maioria dos docentes está deslocada da sua casa, longe dos seus familiares. Esta enorme massa humana que se desloca pelo país, em milhares de quilómetros mensais, aos princípios e fins-de-semana, em veículo próprio, e que entrega dinheiro ao estado nos impostos de combustíveis, está muito sujeita a ter contratempos na estrada ou com a mecânica do seu automóvel, e que, a partir de agora, estes mesmos cidadãos manterão esta distância durante três e depois quatro anos!

No que diz respeito às mães ou futuras mães, não compreendemos como pode a Sr.ª Ministra querer avançar com um estatuto que as espartilhará – a maternidade é um direito protegido pela Constituição da República Portuguesa. É-nos dito que, no decorrer desse ano, a docente não será avaliada, pelo que a mãe terá nesse ano a mesma classificação que lhe for atribuída no seguinte, ou seja, bastar-lhe-á faltar seis dias para que não progrida na carreira dois anos. Saberá a Sr.ª Ministra o complexo que é cuidar de uma criança durante os primeiros meses e anos de vida? Numa primeira fase, a do período do parto, o novo estatuto salvaguarda as mães para depois as deixar desamparadas numa segunda fase, como se a maternidade se esgotasse no acto de “dar à luz”.

Contempla alguns destes dados na sua proposta, Sr.ª Ministra, ou prefere tratá-los com a distância da sua demagogia? Como quer a Sr.ª Ministra estabilidade docente, aquela que tanto aclama, convencendo apenas quem ignora a realidade do que é ser educador, se qualquer uma das acções que toma vai no sentido de criar instabilidade e insatisfação? Como quer a Sr.ª Ministra docentes produtivos e colaborativos se instiga ao fascismo redutor, como se lidasse com gente disposta a rebaixar-se aos seus pés sem que lhe fosse levantado um par de olhos? Como quer a Sr.ª Ministra um alto nível de rendimento escolar e uma enorme qualidade para a Educação quando atira medidas laças para cima de uma mesa, onde se discute o futuro?
Este é um assunto sério, Sr.ª Ministra, nenhum professor está aqui para brincar! À Sr.ª Ministra interessa ter os pais do seu lado, independentemente dos meios, o que lhe interessa são os fins economicistas, cada vez mais sublinhados por cada medida que assina.
Pretende convencer os professores deste país que um tecto ao fim de doze anos de carreira é um objectivo para quem tem que ser avaliado e classificado todos os anos? As demagogias criadas para iludir a opinião pública são os instrumentos de trabalho utilizados pelo estado, mas do tempo da outra senhora, quando a Sr.ª Ministra ainda tinha a esperança de viver numa democracia – se é que teve…

Parece-nos que todas estas medidas foram lançadas ao ar para justificar o trabalho de alguns caciques que há muito não leccionam e que pululam de gabinete em gabinete na esperança, certamente vã, de lhe apresentar algum trabalho, uma vez que, somente quando já não tiver professores no seu ministério, vossa Senhoria ficará plenamente satisfeita.


Junho de 2006

Um grupo de Professores desrespeitados

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Sábado, 3 de Junho de 2006

Plano Nacional de Leitura

O desenvolvimento de competências nos domínios da leitura e da escrita, bem como a criação de hábitos de leitura nos alunos, são os grandes objectivos do Plano Nacional de Leitura, que vai ser implementado a partir do próximo ano lectivo.

Fonte: Professores.pt

A propósito da abertura da Feira do Livro, num dos noticiários perguntaram a um miúdo se ele já tinha comprado algum livro. A resposta foi "Eu queria, mas os meus pais não compram".
E não compram porquê? Não será muito difícil imaginar que será pelo preço a que os livros estão e que os torna proibitivos para a maioria das famílias portuguesas.

Enquanto assim acontecer, não há Plano Nacional de Leitura que nos valha!

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